Que vergonha!!!
Ouvi praticamente todo o debate parlamentar e fiquei profundamente desiludido com tanta palhaçada.
Palhaçada sim, porque dizer que o facto de os recibos verdes ou os contratos a prazo agora irem pagar mais iam castigar as empresas. Que vergonha!
É certo e sabido que as empresas orçamentam um determinado custo bruto a cada trabalhador, seja qual for o seu regime, na prática o que vai implicar é que o trabalhador receba menos.
Outra grande vergonha, foi nunca ter ouvido uma referência a produtividade.
Não foi uma única vez referido o pormenor do bom trabalhador que sustenta os maus trabalhadores. Outra grande vergonha. Disto depreendo que os partidos políticos assumem que são a grande maioria dos eleitores. :|
Ora vejamos, do ponto vista prático, pelos vistos a grande novidade vai ser a caça às empresas que usam os recibos verdes ou contratos a prazo para posições permanentes. Que bom!!!
Como é que as empresas se livram dos maus trabalhadores? Simples, subcontratação, as empresas de trabalho temporário devem estar a dar pulos de contentes.
Na prática, vai significar ordenados ainda mais baixos para a grande maioria.
Agora digam-me uma coisa, o que ganhamos em descontarmos do nosso trabalho para sustentar empresas de trabalho temporário, em que não temos qualquer segurança.
Porque na prática, hoje podemos estar a trabalhar aqui, amanhã ali, é esta a maior reclamação das pessoas contra a flexisegurança.
Porque ficar algum tempo à espera de colocação não é reclamado. E se não nos conseguirem colocar em lado nenhum, podem despedir-nos na hora por supressão do posto de trabalho, incompetência, n coisas, porque têm na mão a rejeição dos clientes ou seja nalguns casos nem deverão ter direito a indemnização.
Porque raio, vos assusta mais a flexisegurança, quando já nalguns casos recebem 1/3 do que receberiam, e já estão numa situação muito pior.
Eu defendo os bons trabalhadores, porque se defendermos os bons trabalhadores, todos trabalham mais, e todos ganham muito mais, todos têm uma vida com mais qualidade.
Onde estão os mecanismos para proteger os bons trabalhadores?
Já ouvi histórias de empresas onde era fácil fazer esse cálculo e uns faziam 40% da média, outros 140%, efectivamente a lei prevê estas situações, e diz que pode haver diferenciação. Mas será que permite que um receba 40% de um valor acordado e outro 140%? Ou apenas permite uma ligeira diferenciação?
É que escreve-se muito dos direitos dos trabalhadores em geral, mas muito pouco sobre a produtividade, e como deve ser aplicada, a falta dela deve ser motivo de despedimento? É que no código do trabalho não são identificados os mecanismos que deveriam estar obrigatoriamente implementados em todas as empresas para livrar os bons trabalhadores dos maus.
Porque reparemos, existem n motivos pelos quais as pessoas deixam de produzir, por exemplo, um desgosto que fez a pessoa desinteressar-se, e isso numa PME isso é gravíssimo.
Porque em média numa PME existem 6,9 trabalhadores, normalmente cada um com uma função específica ou complementar. Ou seja uma parte da empresa fica afectada porque não existe outro que a suporte.
Em termos de ordenados de um bolo para o qual produziam 7 passam a produzir 6, ou seja os 6 que trabalham passam a receber 85% do que deveriam.
Se o patrão for uma besta, arranja um esquema qualquer e troca de empregado salvando a empresa, caso contrário a empresa vai-se afundando, porque os outros trabalhadores começam a ficar desmotivados, a empresa começa a ter mais dificuldades em ter lucro a pagar os seus impostos.
Pois, isto é preocupante, mas a verdade é bem pior, porque esta média de trabalhadores é inflacionada pelas empresas Médias que podem ter até 200 trabalhadores.
Ou seja a grande maioria das PMEs deverá ter 3 ou 4 trabalhadores, normalmente incluindo o denominado patrão. Ou seja, basta um não trabalhar em quatro, para os que trabalham apenas possam receber 75% do que deveriam. Um em três daria 66,67%. E se forem dois a não trabalhar? Ou três?
Pois é, as PMEs são só 290 000 e só empregam 2 000 000 de pessoas.
Quem é que quer saber destas pessoas?
Nas grandes empresas é diferente, em primeiro lugar porque têm pessoas dedicadas que impõem regras e controlam estas situações desde o início.
Normalmente os contratos têm algumas cláusulas que permitem penalizar a pessoa, e mesmo assim se não resultar criam um departamento fantasma, dão-lhes uns objectivos experimentais, depois suprimem o departamento e lá vão eles.
Este mecanismo chegou a ser tão usado, que até surgiu a necessidade de limitar o número de reestruturações que uma empresa pode fazer por ano.
E mesmo assim as grandes empresas o que fazem? Subcontratam uma empresa qualquer a quem pagam bem pelo trabalhador e quando ele deixar de interessar o problema é dessa empresa. Poupam-se problemas, advogados, má publicidade para a empresa, até porque muitas vezes o tribunal dá razão ao trabalhador e obriga a reintegrá-lo, o que ainda pode causar mais problemas.
Assim, com este código de trabalho fica prejudicado é sempre o bom trabalhador.
Não querem flexisegurança, pois bem, agora com o novo código do trabalho, toca a descontar para as empresas de trabalho temporário ou a todos tornarem-se empresários em nome individual ou a criarem empresas unipessoais ou ldas.
Porque a lei já diz as situações em que se podem ter contratos a prazo ou a recibos verdes, até agora simplesmente não se cumpria, mas agora o governo quer que quando esses casos sejam detectados seja reposta a realidade, ou seja, transitam para o quadro. Basta que o trabalhador se vá queixar à Inspecção Geral do Trabalho.
Não nos iludamos, as grandes empresas têm os grandes especialistas em recursos humanos, os grandes advogados, mais esquemas à disposição, maior robustez financeira, e mesmo assim preferem pagar 3x mais a um intermediário do que o trabalhador receberia, para ele não ser seu empregado.
Humm, serão estúpidas? Ou então este código do trabalho não serve os interesses dos trabalhadores?
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30 abril 2008
28 março 2008
Pessoas gostam do nosso Parlamento da Vergonha
Foi com muita tristeza que hoje percebi que muitas pessoas apoiam a vergonha de política que nós temos.
Que pensam que efectivamente o trabalho da oposição é andar com estas pedradas ao governo.
Agora percebo porque as pessoas dizem que os políticos são um preguiçosos, que apenas estão ali para se encher. É porque as pessoas pensam que é esse o seu trabalho. As pessoas pensam que aquelas pedradas é o motivo pelo qual são eleitos.
Bem, assim sendo, se é isto que as pessoas pensam, então acho que não se devem queixar dos políticos que têm, é como na TV passa aquilo que as pessoas querem ver.
O que eu lamento é que seja desperdiçado tanto tempo e dinheiro assim, quando existe tanto para discutir e analisar com seriedade, não quer dizer que não se faça em debates aqui ou ali, mas não se faz de uma forma oficial. O oficial são as pedradas.
Nós devemos todos trabalhar em equipa para avançarmos, caso contrário, vamos continuar a atirar pedras uns aos outros, cada um de cima da sua árvore.
E depois quando for necessário um consenso, atiramos mais pedras e fica tudo na mesma, tal como temos feito nos últimos 30 anos.
Espanha aproveitou muitos fundos que Portugal desperdiçou neste jogo. Olhe para a Espanha.
Onde estão os Portugueses que cada um derrotava 4 Espanhóis?
Pois é, os Espanhóis avançaram e nós estamos nisto. Nós deviamos estar 4 vezes melhor que os espanhóis e ganhar 4 vezes mais. Mas eles é que nos estão a dar baile.
Eu vou ser honesto, este governo desilude-me muito, não pelo que fez, mas pelo que não fez. Existe muito mais para fazer que eles ainda não fizeram.
E não venha que para lhes bater está cá a oposição, que a oposição também não se mete nisso. E aí está o problema, ataca-se tudo, menos o que interessa.
Por exemplo, a flexisegurança é fundamental para o nosso país, um dia com calma aprofundo, basta-me usar umas comparações com o futebol para toda a gente perceber que é o melhor para todos. Mas o governo não avança com ela.
As dividas do estado, o estado tem melhorado, mas ainda demora muito a pagar.
O apoio real que o estado dá às pequenas empresas, tornando criminosos pequenos gestores que tentam salvar postos de trabalho.
A formação que o estado não dá aos gestores das PMEs.
Enfim, podia estar aqui horas a apresentar-lhe coisas que estão efectivamente erradas, e que nada se fez para efectivamente corrigir, e que me faz estar muito triste com este governo. Porque eles têm peritos que lhes indicam com muito rigor o que tem de ser feito, mas eles muitas vezes preferem adoptar medidas mais populares, mais visíveis, como por exemplo uma baixa de um ponto percentual no iva.
A oposição também sabe, por vezes até provoca com o assunto, mas quando está no poder faz o mesmo. Por isso muitas vezes se fala no passado, o que eu não concordo, porque devia ser mais um motivo para se tomar medidas já e não adiar mais.
Que pensam que efectivamente o trabalho da oposição é andar com estas pedradas ao governo.
Agora percebo porque as pessoas dizem que os políticos são um preguiçosos, que apenas estão ali para se encher. É porque as pessoas pensam que é esse o seu trabalho. As pessoas pensam que aquelas pedradas é o motivo pelo qual são eleitos.
Bem, assim sendo, se é isto que as pessoas pensam, então acho que não se devem queixar dos políticos que têm, é como na TV passa aquilo que as pessoas querem ver.
O que eu lamento é que seja desperdiçado tanto tempo e dinheiro assim, quando existe tanto para discutir e analisar com seriedade, não quer dizer que não se faça em debates aqui ou ali, mas não se faz de uma forma oficial. O oficial são as pedradas.
Nós devemos todos trabalhar em equipa para avançarmos, caso contrário, vamos continuar a atirar pedras uns aos outros, cada um de cima da sua árvore.
E depois quando for necessário um consenso, atiramos mais pedras e fica tudo na mesma, tal como temos feito nos últimos 30 anos.
Espanha aproveitou muitos fundos que Portugal desperdiçou neste jogo. Olhe para a Espanha.
Onde estão os Portugueses que cada um derrotava 4 Espanhóis?
Pois é, os Espanhóis avançaram e nós estamos nisto. Nós deviamos estar 4 vezes melhor que os espanhóis e ganhar 4 vezes mais. Mas eles é que nos estão a dar baile.
Eu vou ser honesto, este governo desilude-me muito, não pelo que fez, mas pelo que não fez. Existe muito mais para fazer que eles ainda não fizeram.
E não venha que para lhes bater está cá a oposição, que a oposição também não se mete nisso. E aí está o problema, ataca-se tudo, menos o que interessa.
Por exemplo, a flexisegurança é fundamental para o nosso país, um dia com calma aprofundo, basta-me usar umas comparações com o futebol para toda a gente perceber que é o melhor para todos. Mas o governo não avança com ela.
As dividas do estado, o estado tem melhorado, mas ainda demora muito a pagar.
O apoio real que o estado dá às pequenas empresas, tornando criminosos pequenos gestores que tentam salvar postos de trabalho.
A formação que o estado não dá aos gestores das PMEs.
Enfim, podia estar aqui horas a apresentar-lhe coisas que estão efectivamente erradas, e que nada se fez para efectivamente corrigir, e que me faz estar muito triste com este governo. Porque eles têm peritos que lhes indicam com muito rigor o que tem de ser feito, mas eles muitas vezes preferem adoptar medidas mais populares, mais visíveis, como por exemplo uma baixa de um ponto percentual no iva.
A oposição também sabe, por vezes até provoca com o assunto, mas quando está no poder faz o mesmo. Por isso muitas vezes se fala no passado, o que eu não concordo, porque devia ser mais um motivo para se tomar medidas já e não adiar mais.
Parlamento da Vergonha
Francamente acho que os deputados do nosso parlamento se esqueceram que o trabalho deles não é fazer oposição, mas sim ajudar o governo a governar.
É lamentável, a forma como tentam tirar coelhos da cartola que manipulam de uma forma audaz de modo a que o 1º ministro não tenha hipótese de dar uma resposta adequada. Como é que o 1º ministro pode saber tudo de cabeça, obviamente que não.
Em qualquer reunião, eu gosto que as pessoas preparem as reuniões, gosto de chegar lá e saber o que vamos discutir, porque chegar uma reunião e mandar palpites para ou ar, ou dar respostas estilo depois logo se vê, não é produtivo e detesto perdas de tempo.
Infelizmente, muitas vezes é complicado explicar isto aos clientes, não tem a noção de quão precioso e caro é o tempo, tanto nosso como o deles, porque recusam-se a dar detalhes que me permitam preparar reuniões. O que normalmente me obriga a tentar adivinhar tudo o que pretendem e em vez de demorar 30 minutos, posso chegar a demorar inclusive semanas.
Por isso é que muitas vezes prefiro as reuniões por msn, assim vão acontecendo reuniões, e sempre poupo tempo nas deslocações e nas preparações prévias. Porque posso dizer ao cliente, deixe-me analisar essa questão, que dentro de alguns dias eu dou-lhe uma resposta.
Mas chega de divagações, agora o 1º ministro por mais que queira não é possível ele adivinhar que recortes sensacionalistas ou distorções a oposição vai buscar. Porque o objectivo é precisamente esse, dizer umas coisas para ele depois ficar sem uma resposta conclusiva, para a oposição ficar bem na figura.
E o que o 1º ministro faz é, assim que algum assessor ou ministro lhe faz chegar a informação correcta, dá então a resposta atrasada que deveria ter dado ao deputado anterior. Enfim uma tristeza.
O que está em causa não é se o 1º ministro tem razão ou não, o que está em causa é que aquele tempo devia ser usado para beneficiar o país e não para ganhar votos, eles deviam estar a debater efectivamente. A dar o seu contributo para a governação do país, mas assim é uma guerra para o voto.
Porque se estivessem de boa vontade, forneciam os tópicos de discussão previamente e o 1º Ministro teria a oportunidade de discutir o assunto.
É com esta tristeza, que ajudam Portugal, com desinformações, com distorções, sempre a tentar apanhar o 1º Ministro desprevenido? Sempre a tentar fazer bonito porque lhe deram na cabeça? A baterem palmas uns aos outros como se ganhassem pontos? Não percebem que o país perde assim? Não percebem que assim não contribuem para a governação? Não percebem que assim cada vez mais as pessoas não vão acreditar neles?
É que por causa desta situação, que assuntos importantes não são devidamente debatidos, que se arrastam e vão passando de governo em governo e não se resolvem. Porque muitos deles são polémicos, e se a oposição faz barulho não há condições para avançar. Veja-se o que aconteceu com a regionalização, fosse boa ou má, quem não se lembra da desinformação que foi, com a publicidade dos tachos do CDS.
Mas existem muitos exemplos, TGV, Ota, Código do Trabalho.
É o que está acontecer actualmente com o código do trabalho que deveria evoluir no sentido da flexisegurança, mas que não há condições sérias sequer para discutir porque a oposição já conseguiu meter na cabeça das pessoas que é sinónimo de despedimentos em massa.
Para não me alongar, pensem apenas como seria o futebol e os ordenados se tivessem de cumprir o código geral do trabalho. Jogadores todos a ganhar o mesmo, a aumentar até à reforma. Jogadores com direito a jogar até aos 65 anos. Um jogador numa equipa não funciona e noutra funciona... Enfim lá se ia o futebol. Note-se que o nosso código do trabalho não promove uma cultura de mérito.
Engraçado porque os deputados atacam os grandes ordenados dos gestores, mas não os dos futebolistas? Porque as pessoas conhecem melhor esse mundo, e compreendem porque é que os futebolistas têm de ganhar mais, e como tal aí não ganham pontos, antes pelo contrário.
É lamentável, a forma como tentam tirar coelhos da cartola que manipulam de uma forma audaz de modo a que o 1º ministro não tenha hipótese de dar uma resposta adequada. Como é que o 1º ministro pode saber tudo de cabeça, obviamente que não.
Em qualquer reunião, eu gosto que as pessoas preparem as reuniões, gosto de chegar lá e saber o que vamos discutir, porque chegar uma reunião e mandar palpites para ou ar, ou dar respostas estilo depois logo se vê, não é produtivo e detesto perdas de tempo.
Infelizmente, muitas vezes é complicado explicar isto aos clientes, não tem a noção de quão precioso e caro é o tempo, tanto nosso como o deles, porque recusam-se a dar detalhes que me permitam preparar reuniões. O que normalmente me obriga a tentar adivinhar tudo o que pretendem e em vez de demorar 30 minutos, posso chegar a demorar inclusive semanas.
Por isso é que muitas vezes prefiro as reuniões por msn, assim vão acontecendo reuniões, e sempre poupo tempo nas deslocações e nas preparações prévias. Porque posso dizer ao cliente, deixe-me analisar essa questão, que dentro de alguns dias eu dou-lhe uma resposta.
Mas chega de divagações, agora o 1º ministro por mais que queira não é possível ele adivinhar que recortes sensacionalistas ou distorções a oposição vai buscar. Porque o objectivo é precisamente esse, dizer umas coisas para ele depois ficar sem uma resposta conclusiva, para a oposição ficar bem na figura.
E o que o 1º ministro faz é, assim que algum assessor ou ministro lhe faz chegar a informação correcta, dá então a resposta atrasada que deveria ter dado ao deputado anterior. Enfim uma tristeza.
O que está em causa não é se o 1º ministro tem razão ou não, o que está em causa é que aquele tempo devia ser usado para beneficiar o país e não para ganhar votos, eles deviam estar a debater efectivamente. A dar o seu contributo para a governação do país, mas assim é uma guerra para o voto.
Porque se estivessem de boa vontade, forneciam os tópicos de discussão previamente e o 1º Ministro teria a oportunidade de discutir o assunto.
É com esta tristeza, que ajudam Portugal, com desinformações, com distorções, sempre a tentar apanhar o 1º Ministro desprevenido? Sempre a tentar fazer bonito porque lhe deram na cabeça? A baterem palmas uns aos outros como se ganhassem pontos? Não percebem que o país perde assim? Não percebem que assim não contribuem para a governação? Não percebem que assim cada vez mais as pessoas não vão acreditar neles?
É que por causa desta situação, que assuntos importantes não são devidamente debatidos, que se arrastam e vão passando de governo em governo e não se resolvem. Porque muitos deles são polémicos, e se a oposição faz barulho não há condições para avançar. Veja-se o que aconteceu com a regionalização, fosse boa ou má, quem não se lembra da desinformação que foi, com a publicidade dos tachos do CDS.
Mas existem muitos exemplos, TGV, Ota, Código do Trabalho.
É o que está acontecer actualmente com o código do trabalho que deveria evoluir no sentido da flexisegurança, mas que não há condições sérias sequer para discutir porque a oposição já conseguiu meter na cabeça das pessoas que é sinónimo de despedimentos em massa.
Para não me alongar, pensem apenas como seria o futebol e os ordenados se tivessem de cumprir o código geral do trabalho. Jogadores todos a ganhar o mesmo, a aumentar até à reforma. Jogadores com direito a jogar até aos 65 anos. Um jogador numa equipa não funciona e noutra funciona... Enfim lá se ia o futebol. Note-se que o nosso código do trabalho não promove uma cultura de mérito.
Engraçado porque os deputados atacam os grandes ordenados dos gestores, mas não os dos futebolistas? Porque as pessoas conhecem melhor esse mundo, e compreendem porque é que os futebolistas têm de ganhar mais, e como tal aí não ganham pontos, antes pelo contrário.
16 março 2008
Populismo Anti-Governo
Estou cada vez mais farto do populismo anti-governo, não concordo com eles em muita coisa, mas bolas, medidas difíceis que deviam ter sido tomadas à anos, eles tiveram a coragem que faltou a outros governos. E cai o Carmo e a Trindade, mas nem a oposição se atreve a prometer que quando for governo volta a trás.
Estou farto deste populismo, ajudem o governo, proponham alternativas, não sejam vagos, sejam objectivos.
Mas tipo, chegar ao ponto de chamar fascista ao governo? Quando o PS até é dos grandes partidos, o único em que existe uma pluralidade real sem caças às bruxas?
Foi isso que este autor fez, embora voltando atrás na palavra em si, tentando dar a volta por outro lado. Eu percebo a angústia das pessoas, a sua insatisfação, mas estas medidas eram necessárias há muitos anos. Eu compreendo o seu ponto de vista, as pessoas têm é de ver o ponto de vista de todos, incluindo dos ministros que têm de tomar estas decisões que lhes custam votos. E ainda há demasiado para fazer, para trazer mais igualdade e justiça para Portugal, para que sejamos vistos cá, como os nossos emigrantes são vistos lá fora.
Bem, esta foi o comentário que lhe fiz.
Bem é sempre complicado comentar quando se percebe que obviamente está a ser parcial.
E existe uma simples resposta que permite tornar claro isso, já certamente viu a oposição ao governo adoptar o mesmo tipo de críticas, mas já os viu fazer promessas de voltar atrás nas alterações que o governo está a fazer?
Claro que não. Porque simplesmente, grosso modo sabem que o governo faz o que tem de fazer, e aproveitam-se dessas medidas duras para ganhar votos.
Ora veja, por exemplo, no caso da saúde, Portugal tem uma grande falta de médicos e o governo não pode criar médicos por decreto.
Como tal vê-se obrigado a geri-los da melhor forma possível, obviamente que tirar cuidados de saúde de proximidade é duro para as pessoas porque aumenta a sensação de insegurança.
Mas o governo fundamentou o seu trabalho com dados estatísticos em que mostrou que morreram menos pessoas, que a qualidade dos serviços melhorou, que Portugal subiu em rankings de saúde.
Viu por acaso a oposição contestar isso? Não, o que viu foi mudarem a conversa para a insegurança que as pessoas sentem.
Agora, em relação a afirmar que o governo é repressor, que reprime as pessoas, com todo o respeito já reparou que o maior inimigo do 1º Ministro é um deputado do seu partido, o Sr. Manuel Alegre.
Já reparou que o PS não é tão agressivo com ele, como os outros partidos são com a oposição interna? Repare agora o que se está a passar no PSD ou o que se passou recentemente no CDS ou o que se passa no PCP regularmente.
Um polícia visitar uma escola e fazer uma pergunta dessas é intimidar as pessoas, quando os polícias devem ir regularmente às escolas? Repare, essa ideia do policia inimigo é muito antiga.
Hoje em dia, um polícia deve ser considerado como um amigo do cidadão e não como alguém que se deva temer.
Como tal, eu não tenho problemas de colaborar com a polícia sempre que me é solicitado.
Agora se houve sindicatos que até forneceram informações à polícia para que os ajudasse com o trânsito, parece-me populismo aproveitar-se de ideias de antigo regime, para tentar conquistar pontos para o seu ponto de vista.
Mas lembre-se isso acabou com o 25 de Abril.
Agora a questão militar, eu pessoalmente também acho que os militares também deveriam ter o direito de se manifestar livremente. O problema não é esse.
O problema é que a falta de disciplina militar pode levar a golpes de estado e outras situações complicadas e um governo deve ter um exército que cumpra sempre as suas ordens.
Caso contrário, é o risco de anarquia, não é a minha opinião, mas parece ser a realidade do triste mundo em que vivemos.
Agora em relação à manifestação dos professores, durante 30 anos, os professores poderam eles próprios sugerir modelos de avaliação para não só promover o mérito, como remover nódoas da profissão.
Eu conheço muitas pessoas que hoje são pessoas da chamada geração recibos verdes ou 500€, em boa medida por causa de maus professores que tiveram.
Quer essas pessoas a manifestarem-se? Olhe que dava muito mais gente, o meu medo é que surja um Tino de Rãs que puxe por essas pessoas e depois vamos ter incidentes como os de Paris, por exemplo.
Portugal está de facto à beira de uma guerra civil, porque os partidos quando estão na oposição estão sempre a manipular as pessoas contra os governos.
E isto é profundamente errado, o dever de todos os partidos é ajudar a governar e não trocas de ofensas.
Existem muitos interesses instalados em Portugal, para os quais é fácil instigar as pessoas, por exemplo, os grandes lucros da banca, da Galp, da EDP, da PT, etc.
É por isso é que a situação actual aconselha muita calma e juízo.
Agora se quer atirar argumentos para o ar, continue, porque o povo poderá sair à rua.
Porque o que as pessoas querem é uma desculpa para descarregar a insatisfação que sentem.
Pode pensar que sou um defensor do PS, mas desengane-se discordo com eles em muitas coisas, mas uma pessoa tem de ter uma posição crítica objectiva.
Por momentos coloque-se no lugar do 1º Ministro e pense como faria melhor e proponha isso mesmo!
Estou farto deste populismo, ajudem o governo, proponham alternativas, não sejam vagos, sejam objectivos.
Mas tipo, chegar ao ponto de chamar fascista ao governo? Quando o PS até é dos grandes partidos, o único em que existe uma pluralidade real sem caças às bruxas?
Foi isso que este autor fez, embora voltando atrás na palavra em si, tentando dar a volta por outro lado. Eu percebo a angústia das pessoas, a sua insatisfação, mas estas medidas eram necessárias há muitos anos. Eu compreendo o seu ponto de vista, as pessoas têm é de ver o ponto de vista de todos, incluindo dos ministros que têm de tomar estas decisões que lhes custam votos. E ainda há demasiado para fazer, para trazer mais igualdade e justiça para Portugal, para que sejamos vistos cá, como os nossos emigrantes são vistos lá fora.
Bem, esta foi o comentário que lhe fiz.
Bem é sempre complicado comentar quando se percebe que obviamente está a ser parcial.
E existe uma simples resposta que permite tornar claro isso, já certamente viu a oposição ao governo adoptar o mesmo tipo de críticas, mas já os viu fazer promessas de voltar atrás nas alterações que o governo está a fazer?
Claro que não. Porque simplesmente, grosso modo sabem que o governo faz o que tem de fazer, e aproveitam-se dessas medidas duras para ganhar votos.
Ora veja, por exemplo, no caso da saúde, Portugal tem uma grande falta de médicos e o governo não pode criar médicos por decreto.
Como tal vê-se obrigado a geri-los da melhor forma possível, obviamente que tirar cuidados de saúde de proximidade é duro para as pessoas porque aumenta a sensação de insegurança.
Mas o governo fundamentou o seu trabalho com dados estatísticos em que mostrou que morreram menos pessoas, que a qualidade dos serviços melhorou, que Portugal subiu em rankings de saúde.
Viu por acaso a oposição contestar isso? Não, o que viu foi mudarem a conversa para a insegurança que as pessoas sentem.
Agora, em relação a afirmar que o governo é repressor, que reprime as pessoas, com todo o respeito já reparou que o maior inimigo do 1º Ministro é um deputado do seu partido, o Sr. Manuel Alegre.
Já reparou que o PS não é tão agressivo com ele, como os outros partidos são com a oposição interna? Repare agora o que se está a passar no PSD ou o que se passou recentemente no CDS ou o que se passa no PCP regularmente.
Um polícia visitar uma escola e fazer uma pergunta dessas é intimidar as pessoas, quando os polícias devem ir regularmente às escolas? Repare, essa ideia do policia inimigo é muito antiga.
Hoje em dia, um polícia deve ser considerado como um amigo do cidadão e não como alguém que se deva temer.
Como tal, eu não tenho problemas de colaborar com a polícia sempre que me é solicitado.
Agora se houve sindicatos que até forneceram informações à polícia para que os ajudasse com o trânsito, parece-me populismo aproveitar-se de ideias de antigo regime, para tentar conquistar pontos para o seu ponto de vista.
Mas lembre-se isso acabou com o 25 de Abril.
Agora a questão militar, eu pessoalmente também acho que os militares também deveriam ter o direito de se manifestar livremente. O problema não é esse.
O problema é que a falta de disciplina militar pode levar a golpes de estado e outras situações complicadas e um governo deve ter um exército que cumpra sempre as suas ordens.
Caso contrário, é o risco de anarquia, não é a minha opinião, mas parece ser a realidade do triste mundo em que vivemos.
Agora em relação à manifestação dos professores, durante 30 anos, os professores poderam eles próprios sugerir modelos de avaliação para não só promover o mérito, como remover nódoas da profissão.
Eu conheço muitas pessoas que hoje são pessoas da chamada geração recibos verdes ou 500€, em boa medida por causa de maus professores que tiveram.
Quer essas pessoas a manifestarem-se? Olhe que dava muito mais gente, o meu medo é que surja um Tino de Rãs que puxe por essas pessoas e depois vamos ter incidentes como os de Paris, por exemplo.
Portugal está de facto à beira de uma guerra civil, porque os partidos quando estão na oposição estão sempre a manipular as pessoas contra os governos.
E isto é profundamente errado, o dever de todos os partidos é ajudar a governar e não trocas de ofensas.
Existem muitos interesses instalados em Portugal, para os quais é fácil instigar as pessoas, por exemplo, os grandes lucros da banca, da Galp, da EDP, da PT, etc.
É por isso é que a situação actual aconselha muita calma e juízo.
Agora se quer atirar argumentos para o ar, continue, porque o povo poderá sair à rua.
Porque o que as pessoas querem é uma desculpa para descarregar a insatisfação que sentem.
Pode pensar que sou um defensor do PS, mas desengane-se discordo com eles em muitas coisas, mas uma pessoa tem de ter uma posição crítica objectiva.
Por momentos coloque-se no lugar do 1º Ministro e pense como faria melhor e proponha isso mesmo!
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