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30 setembro 2010

Portugal

Portugal precisa que sejam tomadas medidas que a grande maioria da população não quer.

E as principais medidas que têm de ser tomadas, são medidas mais relacionadas com aquilo a que vulgarmente se designa meritocracia.

Ou seja, a introdução de uma cultura de mérito que promova a excelência, a produtividade e a inovação.

Indirectamente isso vai implicar uma grande purga de muitos que infelizmente não merecem o que ganham, mas também precisam de encontrar outra forma de subsistência que lhes permita também ser mais produtivos e quem sabe mais felizes.

É um problema tão grave que se estima que uma grande fatia dos mais competentes a nível nacional saia todos os anos no sentido de encontrar essas condições noutros países.

Ora, como o actual código do trabalho é uma vaca sagrada, e uma cultura de mérito é algo que é visto por muitos como mais exploração, o governo vai tomando as medidas que a população vai aceitando.

É uma lógica populista ou eleitoral como queiram chamar, mas vulgarmente os comentadores políticos admitem que as medidas necessárias ao país podem levar à queda do governo porque efectivamente não existe na população seriedade para admitir que são necessárias.

Agora, nada disto é novo, só que os governantes são obrigados a fazer um discurso optimista e escondendo certos pormenores, não só porque os eleitores não querem saber, como o facto de serem conhecidos causa uma grande perda da confiança na república, com o consequente aumento dos juros a pagar pela dívida e a maior dificuldade de os bancos portugueses se financiar.

Agravando a situação do país e de todos os que têm ou precisam de créditos, e de todos os que indirectamente estão relacionados com estes últimos.

Efectivamente as medidas a tomar, neste momento obrigariam a uma união entre o PSD e o PS e de acordo com muitos analistas poderia não só fazer cair o governo, como que ambos os partidos fossem fortemente castigados nas próximas eleições.

Deixando o caminho aberto a partidos como o CDS ou BE o que pode indiciar que essas reformas seriam inúteis porque seriam rejeitadas efectivamente pelos portugueses, logo nas eleições seguintes, já para não falar da reacção generalizada dos portugueses que poderia não ser pacífica.

Segundo uma vez me contaram, à uns anos o ex-PR Ramalho Eanes tentou criar um partido mais sério (o de então, não têm nada a ver com o de agora segundo me explicaram), mas rapidamente foi descartado pelos portugueses.

Por isso a questão para ser resolvida só lá ia com um aumento da qualidade da educação dos portugueses, que infelizmente têm vindo a diminuir ao longo dos anos, pelo que é algo complicado.

Depois os media, divertem-se em usar os ordenados brutos para causar revolta nas pessoas, porque muitas pessoas pensam que um ordenado bruto e um ordenado limpo é a mesma coisa, mas não é, até porque o ordenado bruto, pode ser considerado apenas os 11 ordenados que a pessoa trabalha efectivamente (que depois são distribuídos pelos 14 limpos). Por isso muitos ordenados de 2000€ brutos que tanto deixam as pessoas revoltadas na prática deverão até ser pouco mais de 1000€ limpos.

Muito haveria a dizer, como a questão das viaturas de luxo ou combustíveis, que contabilizam o seu custo por inteiro, quando na prática grande parte desse custo é receita para o estado, sendo que do ponto de vista prático a haver poupança a fazer ali não é de perto nem de longe os números fabulosos que escandalizam as pessoas.

Depois há a desinformação da saúde, com a ideia do utilizador pagador, as pessoas não fazem ideia dos custos reais dos tratamentos médicos e os seguros de saúde têm muitas excepções e excluem muitas pessoas por terem determinados factores de risco, para além de não serem vitalícios e o seu prémio disparar caso entretanto a pessoa passar a ter riscos ou custos acrescidos.

Quem não tiver seguro de saúde, vai adiar ao máximo a ida ao médico ou recusar os tratamentos, porque ter dinheiro para pagar não implica que a pessoa aceite ficar sem nada numa tentativa de sobreviver que nem é certa, tendo a opção de morrer e deixar esse dinheiro aos seus entes queridos.

Eu sei que todas as escolhas são hipócritas e que implicam vidas humanas, até quando se coloca portagens, isto porque se sabe que menos vão usar as autoestradas, causando mais acidentes (potencialmente mortais) e poluição nas alternativas (ex: CREL - Lisboa) com efeitos graves na saúde de muitas pessoas.

Mas é como a situação dos mineiros do Chile, a quantidade de dinheiro gasta no resgate quando se faz de conta que não se sabe que muitos naquele país deverão morrer há fome, tal como até deverá ainda acontecer por cá.

Ou a hipocrisia de um tratamento de cancro que por cá custa tanto que dava para salvar centenas de vidas em África, embora seja para engrossar as margens das farmacêuticas. As mesmas que fazem com que vacinas que por cá são pagas ou dadas a pequenas faixas da população, mas em África chegam a ser dadas em massa aldeias inteiras.

Todas estas questões devem ser pensadas por todos nós, porque sinceramente não sei as respostas do que é certo ou errado fazer em cada um dos casos, apenas tenho a noção de que todas as decisões têm consequências.

Na educação, aí é que está quanto a mim o maior erro do país, há muito tempo que se sabe que a formação das pessoas compensa em termos de lucro para o estado, isto porque pagam mais IRS, SS, IVA, etc e é por aqui que se devia trabalhar para se aumentar o ordenado médio em Portugal.

Só que com a forma como se têm vindo a deteriorar, há cada vez mais dinheiro desperdiçado e jovens que efectivamente não aproveitaram e como tal dão fortes prejuízo ao estado.

Mas como não há uma vontade por parte das pessoas de levar a sua formação a sério, a ideia é passar esses custos para os pais para que a levem a sério.

Muito mais haveria para dizer, porque a desinformação, o facilitismo e o populismo levam o nosso país a passos largos para o abismo, e não se iludam que não pode acontecer, porque deverá acontecer, segundo me explicaram, a actual força de trabalho que está agora a entrar no mercado é a menos formada e menos preparada para enfrentar isto, pelo que estamos a falar de um problema geracional, que vai demorar pelo menos uma geração a passar, só que desde o 25 de Abril que o problema se agrava.

Julgo que em certa medida isto poderá ser causado pela revolta contra o antigo regime que levou a deitar tudo fora, inclusive o que tinha de bom, passou-se do 8 para o 80.

Eu sei que nas conversas de ocasião é fácil chamar mentiroso ao Sócrates, nem é preciso recortes de jornal, a questão é, se ele fosse honesto teria sido eleito?

Haverá na política portuguesa espaço para homens honestos não-mentirosos?

Deixariam os portugueses?

Aí é que está, mesmo um homem 100% íntegro teria de mentir e manipular os portugueses para ser eleito, é impressão minha ou é uma contradição?

E para terminar, não, o maior problema do país não é, nem nunca foram os apoios sociais, mas sim a ausência de justiça em todo o lado, seja em quem recebe apoio, mas principalmente em cada posto de trabalho, em que uns não trabalham, outros trabalham e no final é igual para todos.

É principalmente esta última injustiça que faz com os ordenados sejam mais baixos, porque é a dividir por muitos na hora de receber e por poucos na hora de fazer.

Por várias vezes já ouvi que o ordenado médio limpo real em Portugal é pouco mais que o ordenado mínimo, acho que isto retrata bem a nossa realidade e a significância reduzida que têm os ordenados acima do mínimo.

Mas ainda assim, são estes ordenados que pagando mais impostos são perseguidos pelos media, uma distracção relevante em termos de audiência, mas que não contribui em nada para resolver os problemas do país.

Por isso meus caros, pensem e analisem bem as coisas, porque nas conversas ou bocas de ocasião é isso que o país precisa, as pessoas não são burras, fazem-se porque interessa, mas não o são.

Agora efectivamente neste momento o mais razoável para todos os portugueses é emigrar, para outros países onde a cultura seja mais favorável ao reconhecimento do seu mérito.

Porque mesmo aqueles que muitas vezes são grandes preguiçosos por cá, por vezes se revelam excelentes profissionais apaixonados pelo trabalho deles, deixando qualquer um boquiaberto.

Os que já são excelentes por cá, obviamente que não vão surpreender em termos do seu valor, mas em termos do reconhecido que por cá lhes era negado ou mesmo sequer considerado impensável.

01 julho 2008

Portugal, Portugal, assim sim!

Para todos os tugalhados que achavam que ganhar o europeu é que era.

Que nada na sua vida este ano, seria melhor do que ganhar o europeu.

Eis que Portugal surge no meio dos países inovadores a apostar nos veículos eléctricos, parece que finalmente o nosso Primeiro Ministro ganhou algum bom senso e decidiu que realmente os grandes investimentos no petróleo não chegam. Que realmente é preciso mais, que é preciso apostar em veículos eléctricos.

Vejamos como é que efectivamente vão introduzir este programa em Portugal, mas isto sim. Isto é muito melhor que ganhar o europeu. Ou vocês preferem ficar tesos e andar a pé? :P

Já para não falar do mal que as emissões da combustão do petróleo causam nas outras pessoas. Engraçado, porque as pessoas preocupam-se mais com os animais e com as plantas. Pois tem razão, isto não importa. :D

22 abril 2008

Manuela Ferreira Leite

Confesso que fiquei muito contente com a notícia da candidatura da Manuela Ferreira Leite para presidente do PSD. É muito importante que cada vez mais pessoas de peso, credíveis avancem para a frente dos seus partidos, só assim Portugal poderá avançar.

Confesso, que até simpatizava com o Luís Filipe Menezes antes de ele ser presidente do PSD, mas depois a forma como ele fez oposição deitou tudo a perder. Ofereceu a publicidade de um canal de TV aos media, foi populista ao explorar o descontentamento das pessoas face a medidas duras que efectivamente o governo tinha de tomar, jogou na desinformação, na distorção, enfim, desiludiu. Lamento, porque até era um político com que simpatizava.

Agora espero que a Manuela Ferreira Leite, não siga pelo mesmo caminho, espero que ela credibilize a oposição que o PSD faz ao governo e dificulte a vida ao governo, mas no sentido de obrigar o governo a fazer mais e melhor, porque sejamos honestos o governo actual está a ser populista e não está a tomar medidas que são mais que necessárias.

Por exemplo:
A Flexisegurança continua na gaveta, o desemprego aumenta, a produtividade nas empresas continua a baixar, a precariedade no mercado de trabalho abunda e ninguém ganha com isso. Motivo: basta o governo falar flexisegurança, que a oposição responde "despedimentos em massa sem justa causa" e o PS perderia as eleições, mas a questão coloca-se o que seria melhor para o país?

A avaliação dos professores recuou, vergonha, vergonha. Mas foi o que a oposição queria, foi que os professores queriam, e os alunos? Não votam. E os pais dos alunos?

O fecho das urgências, o motivo do fecho era por falta de médicos, os médicos como têm sido noticiado nos jornais continuam a sair a grande ritmo da função pública para o privado. Hello? Ninguém parou para pensar que esses médicos estão a fazer falta nalgum lado? Se era necessário fechar as urgências locais para libertar médicos, a falta de médicos deve estar cada vez pior. Nalgum lado estão pessoas a sofrer por causa disso. Mas disso não se fala nas notícias, ninguém faz manifestações por causa disso. O INEM, por exemplo, está a importar médicos de um país da américa latina.

Enfim, tanta coisa que poderia apontar em que o governo está a falhar e a oposição nada diz.

20 abril 2008

Política no seu melhor

Por várias vezes eu me insurgi contra o tipo de política que se faz em Portugal, contra a desinformação, contra a demagogia, contra o populismo. Mas a grande maioria dos portugueses pelos vistos julgam que o objectivo da oposição é esse.

Realmente num país em que o futebol conta mais do que tudo o resto, é de lamentar que as pessoas não usem os seus cérebros para pensar e se deixem manipular exaustivamente por políticos que no mínimo não posso considerar sérios dado o serviço que prestam ao país.

Ora vejamos, é verdade ou é mentira que no futebol a oposição trabalha juntamente com a direcção dos clubes na resolução dos problemas? É verdade ou é mentira que o faz de uma forma discreta e que raramente dão nas vistas em relação a esse aspecto? É verdade ou é mentira que excepto em raras situações, os adeptos não aceitam sequer que se fale mal da direcção, porque têm é de cumprir o seu trabalho à frente do clube?

Eh pá, lindo, para que o clube deles vá para a frente, para que a equipa ganhe, os tugalhados já acham que o trabalho da oposição é ajudar, mas para aquela coisa que não importa nada, aí sim, o trabalho da oposição já é dificultar e prejudicar ao máximo quem está a fazer qualquer coisa.

Alguém já parou para pensar no absurdo que está a ficar o nosso país? Alguém já pensou que os portugueses acham bem que o país Portugal não ganhe, acham bem que a oposição faça o pior possível? Bem, será isto um ódio aos restantes portugueses, e vingam-se desta forma?

Será que as pessoas não vêm que o desemprego, os maus salários, as injustiças sociais, a insegurança, e muitos outros problemas não se resolvem precisamente por causa disto, porque a população portuguesa quer é sangue.

Isto é muito triste, mas infelizmente é verdade, os portugueses gostam de ver Portugal a ser massacrado pelos outros países, tanto é verdade, que não se vê os portugueses a prestarem homenagem a empresas de sucesso, a empresários de sucesso, a investigadores de sucesso, a profissionais de sucesso. De facto alguns são homenageados, mas por grupos restritos empresariais.

Sim, tudo o que tenha a ver com fazer o nosso país progredir, os tugalhados estão fora, perseguem, atacam, difamam, deitam abaixo os empreendedores, os investigadores, todos aqueles que queiram fazer algo de bom. O motivo é simples, eles estão na oposição, na oposição em que o nosso país avance.

Na volta os tugalhados, alimentam-se nos cânticos que nos estádios absorvem e emitem aos seus adversários, para o fazer aos restantes portugueses em geral. Talvez por verem todos os outros portugueses como adeptos doutros clubes adversários, quem saberá?

Alguma vez esses tugalhados pararam para pensar que se Portugal crescesse economicamente, os clubes também ficaram economicamente mais fortes e como tal, melhores jogadores, melhores jogos, mais vitórias. Já para não falar de mais emprego, melhores ordenados, mais educação, menos insegurança, e muitas outras coisas ficariam melhores, mas este tipo de coisas aos tugalhados não interessa. O que interessa é a sua equipa, a selecção, tudo o resto estão na oposição.

28 março 2008

Pessoas gostam do nosso Parlamento da Vergonha

Foi com muita tristeza que hoje percebi que muitas pessoas apoiam a vergonha de política que nós temos.
Que pensam que efectivamente o trabalho da oposição é andar com estas pedradas ao governo.

Agora percebo porque as pessoas dizem que os políticos são um preguiçosos, que apenas estão ali para se encher. É porque as pessoas pensam que é esse o seu trabalho. As pessoas pensam que aquelas pedradas é o motivo pelo qual são eleitos.

Bem, assim sendo, se é isto que as pessoas pensam, então acho que não se devem queixar dos políticos que têm, é como na TV passa aquilo que as pessoas querem ver.

O que eu lamento é que seja desperdiçado tanto tempo e dinheiro assim, quando existe tanto para discutir e analisar com seriedade, não quer dizer que não se faça em debates aqui ou ali, mas não se faz de uma forma oficial. O oficial são as pedradas.

Nós devemos todos trabalhar em equipa para avançarmos, caso contrário, vamos continuar a atirar pedras uns aos outros, cada um de cima da sua árvore.

E depois quando for necessário um consenso, atiramos mais pedras e fica tudo na mesma, tal como temos feito nos últimos 30 anos.

Espanha aproveitou muitos fundos que Portugal desperdiçou neste jogo. Olhe para a Espanha.
Onde estão os Portugueses que cada um derrotava 4 Espanhóis?

Pois é, os Espanhóis avançaram e nós estamos nisto. Nós deviamos estar 4 vezes melhor que os espanhóis e ganhar 4 vezes mais. Mas eles é que nos estão a dar baile.

Eu vou ser honesto, este governo desilude-me muito, não pelo que fez, mas pelo que não fez. Existe muito mais para fazer que eles ainda não fizeram.
E não venha que para lhes bater está cá a oposição, que a oposição também não se mete nisso. E aí está o problema, ataca-se tudo, menos o que interessa.

Por exemplo, a flexisegurança é fundamental para o nosso país, um dia com calma aprofundo, basta-me usar umas comparações com o futebol para toda a gente perceber que é o melhor para todos. Mas o governo não avança com ela.

As dividas do estado, o estado tem melhorado, mas ainda demora muito a pagar.

O apoio real que o estado dá às pequenas empresas, tornando criminosos pequenos gestores que tentam salvar postos de trabalho.

A formação que o estado não dá aos gestores das PMEs.

Enfim, podia estar aqui horas a apresentar-lhe coisas que estão efectivamente erradas, e que nada se fez para efectivamente corrigir, e que me faz estar muito triste com este governo. Porque eles têm peritos que lhes indicam com muito rigor o que tem de ser feito, mas eles muitas vezes preferem adoptar medidas mais populares, mais visíveis, como por exemplo uma baixa de um ponto percentual no iva.

A oposição também sabe, por vezes até provoca com o assunto, mas quando está no poder faz o mesmo. Por isso muitas vezes se fala no passado, o que eu não concordo, porque devia ser mais um motivo para se tomar medidas já e não adiar mais.

Parlamento da Vergonha

Francamente acho que os deputados do nosso parlamento se esqueceram que o trabalho deles não é fazer oposição, mas sim ajudar o governo a governar.

É lamentável, a forma como tentam tirar coelhos da cartola que manipulam de uma forma audaz de modo a que o 1º ministro não tenha hipótese de dar uma resposta adequada. Como é que o 1º ministro pode saber tudo de cabeça, obviamente que não.

Em qualquer reunião, eu gosto que as pessoas preparem as reuniões, gosto de chegar lá e saber o que vamos discutir, porque chegar uma reunião e mandar palpites para ou ar, ou dar respostas estilo depois logo se vê, não é produtivo e detesto perdas de tempo.

Infelizmente, muitas vezes é complicado explicar isto aos clientes, não tem a noção de quão precioso e caro é o tempo, tanto nosso como o deles, porque recusam-se a dar detalhes que me permitam preparar reuniões. O que normalmente me obriga a tentar adivinhar tudo o que pretendem e em vez de demorar 30 minutos, posso chegar a demorar inclusive semanas.

Por isso é que muitas vezes prefiro as reuniões por msn, assim vão acontecendo reuniões, e sempre poupo tempo nas deslocações e nas preparações prévias. Porque posso dizer ao cliente, deixe-me analisar essa questão, que dentro de alguns dias eu dou-lhe uma resposta.

Mas chega de divagações, agora o 1º ministro por mais que queira não é possível ele adivinhar que recortes sensacionalistas ou distorções a oposição vai buscar. Porque o objectivo é precisamente esse, dizer umas coisas para ele depois ficar sem uma resposta conclusiva, para a oposição ficar bem na figura.

E o que o 1º ministro faz é, assim que algum assessor ou ministro lhe faz chegar a informação correcta, dá então a resposta atrasada que deveria ter dado ao deputado anterior. Enfim uma tristeza.

O que está em causa não é se o 1º ministro tem razão ou não, o que está em causa é que aquele tempo devia ser usado para beneficiar o país e não para ganhar votos, eles deviam estar a debater efectivamente. A dar o seu contributo para a governação do país, mas assim é uma guerra para o voto.

Porque se estivessem de boa vontade, forneciam os tópicos de discussão previamente e o 1º Ministro teria a oportunidade de discutir o assunto.

É com esta tristeza, que ajudam Portugal, com desinformações, com distorções, sempre a tentar apanhar o 1º Ministro desprevenido? Sempre a tentar fazer bonito porque lhe deram na cabeça? A baterem palmas uns aos outros como se ganhassem pontos? Não percebem que o país perde assim? Não percebem que assim não contribuem para a governação? Não percebem que assim cada vez mais as pessoas não vão acreditar neles?

É que por causa desta situação, que assuntos importantes não são devidamente debatidos, que se arrastam e vão passando de governo em governo e não se resolvem. Porque muitos deles são polémicos, e se a oposição faz barulho não há condições para avançar. Veja-se o que aconteceu com a regionalização, fosse boa ou má, quem não se lembra da desinformação que foi, com a publicidade dos tachos do CDS.

Mas existem muitos exemplos, TGV, Ota, Código do Trabalho.

É o que está acontecer actualmente com o código do trabalho que deveria evoluir no sentido da flexisegurança, mas que não há condições sérias sequer para discutir porque a oposição já conseguiu meter na cabeça das pessoas que é sinónimo de despedimentos em massa.

Para não me alongar, pensem apenas como seria o futebol e os ordenados se tivessem de cumprir o código geral do trabalho. Jogadores todos a ganhar o mesmo, a aumentar até à reforma. Jogadores com direito a jogar até aos 65 anos. Um jogador numa equipa não funciona e noutra funciona... Enfim lá se ia o futebol. Note-se que o nosso código do trabalho não promove uma cultura de mérito.

Engraçado porque os deputados atacam os grandes ordenados dos gestores, mas não os dos futebolistas? Porque as pessoas conhecem melhor esse mundo, e compreendem porque é que os futebolistas têm de ganhar mais, e como tal aí não ganham pontos, antes pelo contrário.

16 março 2008

Populismo Anti-Governo

Estou cada vez mais farto do populismo anti-governo, não concordo com eles em muita coisa, mas bolas, medidas difíceis que deviam ter sido tomadas à anos, eles tiveram a coragem que faltou a outros governos. E cai o Carmo e a Trindade, mas nem a oposição se atreve a prometer que quando for governo volta a trás.

Estou farto deste populismo, ajudem o governo, proponham alternativas, não sejam vagos, sejam objectivos.
Mas tipo, chegar ao ponto de chamar fascista ao governo? Quando o PS até é dos grandes partidos, o único em que existe uma pluralidade real sem caças às bruxas?

Foi isso que este autor fez, embora voltando atrás na palavra em si, tentando dar a volta por outro lado. Eu percebo a angústia das pessoas, a sua insatisfação, mas estas medidas eram necessárias há muitos anos. Eu compreendo o seu ponto de vista, as pessoas têm é de ver o ponto de vista de todos, incluindo dos ministros que têm de tomar estas decisões que lhes custam votos. E ainda há demasiado para fazer, para trazer mais igualdade e justiça para Portugal, para que sejamos vistos cá, como os nossos emigrantes são vistos lá fora.

Bem, esta foi o comentário que lhe fiz.

Bem é sempre complicado comentar quando se percebe que obviamente está a ser parcial.

E existe uma simples resposta que permite tornar claro isso, já certamente viu a oposição ao governo adoptar o mesmo tipo de críticas, mas já os viu fazer promessas de voltar atrás nas alterações que o governo está a fazer?
Claro que não. Porque simplesmente, grosso modo sabem que o governo faz o que tem de fazer, e aproveitam-se dessas medidas duras para ganhar votos.

Ora veja, por exemplo, no caso da saúde, Portugal tem uma grande falta de médicos e o governo não pode criar médicos por decreto.
Como tal vê-se obrigado a geri-los da melhor forma possível, obviamente que tirar cuidados de saúde de proximidade é duro para as pessoas porque aumenta a sensação de insegurança.
Mas o governo fundamentou o seu trabalho com dados estatísticos em que mostrou que morreram menos pessoas, que a qualidade dos serviços melhorou, que Portugal subiu em rankings de saúde.
Viu por acaso a oposição contestar isso? Não, o que viu foi mudarem a conversa para a insegurança que as pessoas sentem.

Agora, em relação a afirmar que o governo é repressor, que reprime as pessoas, com todo o respeito já reparou que o maior inimigo do 1º Ministro é um deputado do seu partido, o Sr. Manuel Alegre.
Já reparou que o PS não é tão agressivo com ele, como os outros partidos são com a oposição interna? Repare agora o que se está a passar no PSD ou o que se passou recentemente no CDS ou o que se passa no PCP regularmente.

Um polícia visitar uma escola e fazer uma pergunta dessas é intimidar as pessoas, quando os polícias devem ir regularmente às escolas? Repare, essa ideia do policia inimigo é muito antiga.
Hoje em dia, um polícia deve ser considerado como um amigo do cidadão e não como alguém que se deva temer.
Como tal, eu não tenho problemas de colaborar com a polícia sempre que me é solicitado.
Agora se houve sindicatos que até forneceram informações à polícia para que os ajudasse com o trânsito, parece-me populismo aproveitar-se de ideias de antigo regime, para tentar conquistar pontos para o seu ponto de vista.

Mas lembre-se isso acabou com o 25 de Abril.

Agora a questão militar, eu pessoalmente também acho que os militares também deveriam ter o direito de se manifestar livremente. O problema não é esse.
O problema é que a falta de disciplina militar pode levar a golpes de estado e outras situações complicadas e um governo deve ter um exército que cumpra sempre as suas ordens.
Caso contrário, é o risco de anarquia, não é a minha opinião, mas parece ser a realidade do triste mundo em que vivemos.

Agora em relação à manifestação dos professores, durante 30 anos, os professores poderam eles próprios sugerir modelos de avaliação para não só promover o mérito, como remover nódoas da profissão.
Eu conheço muitas pessoas que hoje são pessoas da chamada geração recibos verdes ou 500€, em boa medida por causa de maus professores que tiveram.
Quer essas pessoas a manifestarem-se? Olhe que dava muito mais gente, o meu medo é que surja um Tino de Rãs que puxe por essas pessoas e depois vamos ter incidentes como os de Paris, por exemplo.

Portugal está de facto à beira de uma guerra civil, porque os partidos quando estão na oposição estão sempre a manipular as pessoas contra os governos.
E isto é profundamente errado, o dever de todos os partidos é ajudar a governar e não trocas de ofensas.

Existem muitos interesses instalados em Portugal, para os quais é fácil instigar as pessoas, por exemplo, os grandes lucros da banca, da Galp, da EDP, da PT, etc.

É por isso é que a situação actual aconselha muita calma e juízo.
Agora se quer atirar argumentos para o ar, continue, porque o povo poderá sair à rua.
Porque o que as pessoas querem é uma desculpa para descarregar a insatisfação que sentem.

Pode pensar que sou um defensor do PS, mas desengane-se discordo com eles em muitas coisas, mas uma pessoa tem de ter uma posição crítica objectiva.

Por momentos coloque-se no lugar do 1º Ministro e pense como faria melhor e proponha isso mesmo!